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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

fidelidade a Deus, apesar das circunstâncias

 “Mas o SENHOR estava com ele e o abençoou, de modo que ele conquistou a simpatia do carcereiro. Este pôs José como encarregado de todos os outros presos, e era ele quem mandava em tudo o que se fazia na cadeia. O carcereiro não se preocupava com nada do que estava entregue a José, pois o SENHOR estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia” (Gêneses 39:21-23)




Talvez você não nunca tenha percebido, mas a história de José do Egito, filho de Jacó, é a que mais espaço ocupa no livro de Gêneses. O relato sobre sua vida começa no capítulo 37 e vai até o final do livro. E a razão é fácil de compreender. José é um dos maiores exemplos de fidelidade a Deus independente de qualquer situação.
Uma das desculpas mais comuns para os fracassos na vida é atribuir a culpa aos problemas familiares: “se eu fosse filho de rico”, “devia ter nascido em um lar diferente”, “eu não era o filho preferido”, “meus pais nunca me deram oportunidade”, “as pessoas lá em casa não gostam de mim” e por aí vai uma infinidade de desculpas para as frustrações.
José teria todos os motivos para ser um adolescente revoltado, frustrado e desanimado com vida: ele era invejado pelos irmãos mais velhos porque era o filho predileto do pai; os irmãos que o odiavam eram filhos de outra mulher; sua mãe já havia morrido; o pai já era velho; e ele ainda era o único que tinha um contato pessoal com Deus, o que aumentava a inveja não só dos irmãos, mas conquistou até mesmo a contrariedade do pai que não o compreendia.
A maioria dos jovens de hoje, por muito menos, entram em desespero e se afundam em tribos esquizofrênicas, adquirem manias bizarras, desfiguram o corpo etc.   
Mas não bastasse o clima de intriga e inveja, os irmãos ainda conspiraram contra a vida de José. E se não fosse a intervenção de Deus, ele poderia ter sido assassinado pelos próprios irmãos. A história de Jose é a demonstração mais clara da atuação soberana de Deus sobre a vida dos seres humanos. Mas ele não saiu ileso, foi vendido e acabou tornando-se escravo no Egito, no meio de um povo de costumes e tradições religiosas completamente opostas à suas.  
José teria todos os motivos do mundo para se tornar um jovem amargurado, mas ele optou pela fidelidade, apesar das circunstâncias. E mesmo sendo escravo, ele não abriu mão de seus princípios e executava suas funções com competência e fidelidade. Ele foi uma benção para o seu dono e a recompensa foi tornar-se mordomo de toda a casa. Porém, mais uma vez ele foi vítima de uma terrível conspiração. Ao fugir da tentação do adultério, José foi tido por infiel ao seu senhor e condenado à prisão. Ser preso por cometer um crime não é fácil, imagine ser preso por fazer a coisa certa!
José teria todos os motivos para ser um presidiário amotinado e violento, pois estava preso injustamente. Mas ele compreendia a soberania e o poder de Deus, pois tinha intimidade com ele desde a infância. Até mesmo na prisão ele se destacou e tornou-se exemplo de serviço, ele foi uma benção naquele lugar deprimente.
Sob a perspectiva humana, José teria bons motivos para ser um adolescente revoltado que se torna um jovem amargurado e que terminaria sua vida morrendo em uma cela de prisão após liderar uma revolta. E a sociologia e a psicologia, por exemplo, lhe dariam toda razão ao analisar seu histórico de vida.
Porém, a fidelidade a Deus é a única força capaz de realmente transformar uma vida de derrotas em uma vida de vitórias. José não se tornou próspero e bem sucedido depois que deixou de ser escravo e nem depois que saiu da prisão. Ele já era próspero e bem sucedido mesmo antes de sua vida dar uma reviravolta total. Ele foi um escravo fiel e um preso fiel.
O segredo do sucesso de José e que serve para todos nós é ser fiel, apesar das circunstâncias. 
Ap. Marcelo Monteiro

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